Formas de combater o mau hálito que você não tinha pensado

Cerca de 95% dos casos de mau hálito são de origem bucal.  As principais causas do mau cheiro na boca podem ser resolvidas com uma higiene adequada, que será orientada pelo profissional. É necessário que o paciente aprenda técnicas aprimoradas de limpeza dos dentes, gengiva, língua e garganta e aprenda a escolher produtos eficientes.

Cheque as amídalas…
Os cáseos amigdalianos, conhecidos como bolinhas da garganta, são a principal causa de halitose nas vias aéreas superiores. Uma vez detectadas, são fáceis de combater – sem cirurgia! Existe um tratamento que faz a limpeza da língua para diminuir o número de bactérias que formam a saburra lingual e cáseos. O uso de enxaguante bucal, desenvolvido para essa finalidade, também pode ser indicado para limpar as amídalas.

…E também o seu nariz
Se houver infecção nas vias aéreas superiores, essa pode ser a causa do mau hálito, por isso a importância de buscar um otorrinolaringologista. Quem respira pela boca também tem mais chances de adquirir halitose, já que essa respiração provoca o ressecamento oral, o que irá predispor à formação da saburra lingual e cáseos amigdalianos.

O problema pode ser o que você coloca no prato
As dietas podem causar halitose por facilitarem a hipoglicemia. Com os níveis baixos de açúcar no sangue, o organismo buscará repor a glicose com a queima de gordura, resultando na formação de uma substância chamada acetona que, ao ser eliminada por via pulmonar, altera o odor do hálito.

Ou o seu estômago
Não é comum, mas se nenhuma das outras opções são as causas da halitose, o problema pode ser no sistema digestivo. O refluxo gástrico, quando ácido e outros conteúdos estomacais vazam para fora do órgão até o esôfago, é um dos possíveis diagnósticos. Trata-se de uma desordem controlada com antiácidos e outros medicamentos.

Fonte: TERRA

Cientistas desenvolveram sistema que imprime tecidos ósseos, músculos e orelhas

Cientistas desenvolveram uma impressora 3D capaz de gerar tecidos de substituição fortes o suficiente para serem usados em transplantes. Para mostrar o poder da tecnologia, cientistas imprimiram ossos de mandíbula, estruturas de cartilagem e o ouvido humano.

Após quase dez nos de desenvolvimento, um equipe de pesquisa liderada por Anthony Atala, do Instituto de Medicina Regenerativa Wake Forest, revelou o Sistema de Impressão de Órgãos e Tecidos (ITOP, da sigla em inglês). Uma vez provado que o sistema é seguro em humanos, essas estruturas 3D poderiam ser usadas para substituir tecidos danificados. Por serem desenvolvidas no computador, essas “peças de reposição” serão feitas conforme a necessidade de cada paciente. Os detalhes desta descoberta foram publicadas na Nature Biotechnology.

Essas impressoras de material biológico funcionam da mesma forma que as convencionais 3D, ao produzir objetos camada a camada. A diferença é que as comuns usam plásticos, resinas e metais, enquanto as outras utilizam materiais biológicos parecidos com o de tecidos humanos.

Fonte: GALILEU

Vacina: tire suas dúvidas sobre a vacinação do seu filho

1 – Dar analgésicos antes da vacina para prevenir reações afeta a ação do imunizante?
Sim. Um estudo publicado na revista científica inglesa The Lancet analisou 459 bebês: metade recebeu doses preventivas de paracetamol e a outra metade, não. No grupo em que o remédio foi administrado, a fabricação de anticorpos foi menos eficiente. Mas há exceções, como a vacina meningocócica B, que provoca reações frequentes e, por isso, o fabricante já previu o uso antecipado de analgésicos e antitérmicos, sem observar prejuízos.

2 – Se a criança tiver febre ou dor, posso dar antitérmico ou analgésico?
Depois que o sintoma se manifestar, não há problema em administrar o remédio, desde que sob orientação do pediatra. O uso desse tipo de medicamento costuma ser liberado quando ocorrem efeitos colaterais das vacinas, sem interferir em sua eficácia.

3 – A vacina perde o efeito se a aplicação da segunda ou da terceira dose atrasar?
O ideal é que não se atrase nem se adiante, mas, se houver imprevisto, a margem de erro considerada razoável é de até duas semanas. Mesmo que haja um atraso maior, porém, a primeira dose não se perde. Basta dar sequência à imunização.

4 – Quais são as reações mais comuns? E as mais graves?
As mais frequentes são dor local, febre, irritabilidade, diarreia e, em alguns casos, lesões na pele. As mais graves são extremamente raras, principalmente hoje em dia, quando quase todas as vacinas são acelulares, ou seja, não contêm o bacilo vivo em sua composição. Mas podem ocorrer. Ao receberem a tríplice, por exemplo, há crianças que ficam pálidas, prostradas e sem reação logo após a vacina. A cena assusta, mas não é grave nem deixa sequelas. No caso das vacinas celulares, ou seja, com o vírus atenuado, há risco de a doença que deveria ser prevenida se desenvolver. Mas isso ocorre em menos de uma por 1 milhão de doses de Sabin (que previne poliomielite), ou excepcionalmente com a vacina da febre amarela. Existe um mito de que o autismo estaria relacionado à vacina tríplice, mas vários estudos derrubaram a hipótese.

5 – É preciso dar a gotinha contra pólio se meu filho já recebeu a Salk, que também protege contra a doença?
Apenas como reforço. Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde fez uma alteração no esquesma de vacinação contra a poliomielite. A terceira dose da vacina, que era dada por via oral, passa a ser injetável. Não há mudanças em relação às datas. As três primeiras doses continuam dadas aos 2, 4 e 6 meses de vida e os reforços por via oral aos 15 meses e 4 anos.

6 – Qual a reação esperada para a BCG?
A BCG é um bacilo vivo, atenuado, e há possibilidade de promover uma reação conhecida como BCGite, que acontece de 30 a 60 dias após a vacinação. Trata-se de uma inflamação no local em que foi injetada a substância, com formação de pus, de onde pode sair a secreção branco-amarelada. Apesar da aparência desagradável, essa reação não gera
nenhum prejuízo para a criança. A BCGite só é grave naquelas que têm algum tipo de imunodeficiência ou são portadoras do vírus HIV. Nesses casos, é melhor não aplicar o imunizante.

7 – A vacinação contra a gripe deve ser adiada se meu filho nunca comeu ovo?
A vacina da gripe, assim como a da febre amarela, contém proteínas do ovo, mas a restrição só vale para quem tem alergia comprovada ao alimento. Se os pais não sabem se o filho é alérgico, o melhor é imunizar, pois são raros os casos de reação grave e, portanto, os benefícios superam os riscos.

8 – É verdade que as vacinas oferecidas no posto de saúde causam mais reações?
Não é verdade. Antigamente, grande parte das vacinas da rede pública era celular e, por isso,
desencadeava mais reações. Atualmente, são acelulares, assim como as da rede privada e, portanto, elas se equivalem.

9 – Qual a diferença entre os imunizantes das clínicas particulares e os dos postos de saúde?
As vacinas são iguais em composição e eficácia – o que muda é a cobertura de algumas delas. É o caso do imunizante contra a bactéria pneumococo: a particular cobre 13 sorotipos, contra dez do posto de saúde. Vale lembrar que, se não for possível pagar pelo composto mais completo, o melhor é aplicar o gratuito, mesmo que ofereça uma proteção um pouco menor.

10 – Posso dar vacina se meu filho estiver resfriado, com febre ou infecção de garganta?
Crianças que estiverem fazendo uso de antibióticos ou medicações à base de corticoide devem finalizar o tratamento antes de se vacinar. A febre também é um obstáculo. Ela não interfere no efeito da vacina, mas poderá gerar confusão sobre sua origem: se está relacionada a uma doença anterior ou à aplicação da substância. Resfriado e dor de garganta não são impeditivos para a aplicação.

Fontes: Jacyr Pasternak, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Marcelo Reibscheid, pediatra da UTI Neonatal do Hospital São Luiz (SP); Rosana Richtmann, infectologista e presidente da CCIH do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP).