Quando devo colocar aparelho ortodôntico no meu filho?

Seu filho está crescendo e de repente você percebe que o sorriso dele está um pouco desalinhado. E agora, qual é a melhor época para levá-lo ao ortodontista e começar um tratamento? Ou será que você já devia ter feito isso como forma de prevenção?

Na verdade, não existe uma idade certa para começar esse tipo de tratamento, até porque cada caso é um caso, mas a prevenção pode e deve ser feita.

Aos 2 anos de idade já é possível detectar alguns problemas como mordidas cruzadas, abertas ou profundas. Além disso, já dá para perceber se há hábitos de sucção ou se há dentes supranumerários ou perda dental precoce (dos de leite). Os pais ou responsáveis devem ficar atentos a estes sinais sem deixar de levar a criança para avaliação de um ortodontista nos primeiros anos de vida.

A prevenção de problemas ortodônticos é a melhor opção sempre, por isso a necessidade de se procurar um especialista logo cedo, assim maus hábitos como chupar o dedo e chupeta podem ser interrompidos antes de causar grandes danos a saúde oral da criança.

Problema instalado
Mas quando o problema já está instalado, cada caso precisa ser analisado separadamente. Muitos problemas, por exemplo, devem ser tratados em duas fases diferentes.

A primeira fase, que chamamos de interceptativa, é quando há problemas de crescimento ósseo causando um desequilíbrio entre a maxila e a mandíbula. Esse tipo de situação pode ser tratada com aparelhos específicos que direcionam este crescimento.

A segunda fase é chamada de corretora e é responsável por posicionar os dentes no lugar certo com o uso de aparelhos fixos, móveis e/ou alinhadores. Nessa etapa, as correções ósseas já estão bastante limitadas por conta do fim do crescimento ósseo da criança.

Nos casos citados acima o primeiro tratamento pode ser iniciado na criança a partir dos sete anos e a segunda fase deve começar quando ela for mais velha e já estiver com desenvolvimento facial completo.

Infância x fase adulta
Um tratamento bem indicado na infância pode diminuir ou eliminar o tratamento ortodôntico na fase adulta, pois o profissional irá usar o crescimento e a falta de maturação óssea a seu favor.

Na fase adulta podemos apenas movimentar os dentes e por conta disso ficamos limitados. Se houver alguma discrepância óssea nessa fase o tratamento fatalmente exigira uma cirurgia ortognática que é um procedimento mais complexo e mais caro para o paciente.

Pequenas demais, pode?
Há quem diga que iniciar um tratamento ortodôntico em crianças muito pequenas (menos de nove anos) pode acabar causando outros problemas. Não concordamos totalmente.

Se bem indicados, não existe problema. Mas as vezes, por excesso de preocupação dos pais ou do próprio profissional, uma tentativa de se instalar um aparelho em uma criança que não possui maturidade suficiente para usá-lo pode desanimá-la para futuras intervenções. Por isso é sempre bom ouvir diferentes opiniões, inclusive de outras áreas como da otorrinolaringologia e da fonoaudiologia para saber a hora certa de intervir.

Tratamentos na fase adulta
Apesar da maioria dos tratamentos serem indicados para a fase infantil, nem todos devem começar nessa época. Em alguns casos a discrepância óssea é tão grande que devemos esperar a fase adulta para fazer a cirurgia ortognática. Hoje, com o aumento do número de cirurgiões bucomaxilofaciais capacitados, esse tipo de procedimento ficou mais acessível e pode trazer excelentes resultados e uma ótima qualidade de vida para os pacientes adultos.

Fonte: Agência Beta

Diastema. O que fazer?

Um sorriso com diastema é aquele que tem algum espaço entre os dentes deixando um buraco entre eles. O tipo mais famoso, talvez porque seja o mais visível, é o que se localiza nos dentes superiores da frente (lembra do sorriso do Ronaldo Fenômeno antigamente?). Embora possa causar algum transtorno para a saúde bucal, esse problema é tratado mais como uma questão estética e arrumá-lo, ou não, na maioria das vezes é uma opção pessoal.

Existem algumas razões para o aparecimento do diastema. Eles podem surgir quando o paciente tem dentes muito pequenos ou com alguma alteração de forma, quando, na infância, ele tinha o hábito de chupar o dedo ou chupeta ou apresentava uma respiração inadequada, em casos de dentes em excesso na boca, freio labial hipertrófico ou depois de algum tratamento ortodôntico.

Normal ou problema?
A resposta para essa pergunta é: depende. Em crianças que ainda têm dente de leite o diastema é perfeitamente normal, uma vez que os dentes que ainda vão nascer (permanentes) são maiores e deverão preencher os espaços corretamente.

Já na fase adulta, esse buraco entre os dentes não deveria mais existir, mas isso não é necessariamente um problema. O principal motivo que leva um adulto a procurar um especialista para fechar o diastema é o estético. Adultos gostam de harmonia facial e não de ter o sorriso infantil. Mas tudo é uma questão de gosto. Há casos de muitas famosas que fazem do diastema a sua marca pessoal (Georgia May Jagger, filha do cantor Mick Jagger), mas na verdade nem os dentistas gostam dessa desarmonia e sempre que dá, sugerimos seu fechamento.

Problemas mais sérios
Mas mesmo a questão estética sendo a mais citada como transtorno, o diastema pode causar outros probleminhas também. Esses espaços, por exemplo, facilitam a retenção de alimentos e outros resíduos entre os dentes. São nesses casos que há mais ainda a necessidade do uso do fio dental ou escovas específicas que removem os alimentos que se acumulam entre a gengiva e o dente. Se esse cuidado não for tomado, inflamações gengivais podem aparecer.

E como já sabemos, problemas na gengiva e acúmulo de alimentos podem desencadear uma lista longa de problemas que vão desde cárie até mau hálito.

O diastema ainda pode comprometer a fala ou causar uma DTM (Disfunção Temporomandibular). Eis um exemplo: se o espaço está localizado do lado esquerdo nos dentes do fundo, responsáveis pela mastigação, o ato de mastigar pode ficar desequilibrado, sobrecarregando a musculatura e os dentes do outro lado. Essa descompensação pode causar dores na cabeça, ombros, pescoço entre outros.

Dentista e tratamento
O diagnóstico diferencial do diastema, feito pelo dentista, é que vai conduzir ao melhor tratamento. Dependendo do resultado, o profissional pode optar por procedimentos ortodônticos, cirúrgicos, com resinas ou cerâmicas e até indicar a ajuda da fonoaudiologia. As resinas e as cerâmicas são materiais altamente estéticos e podem passar despercebidos até mesmo nas famosas “selfies”.

Melhor época
A melhor época para corrigir esse problema é ainda na infância. A avaliação se faz necessária na fase da dentição mista e a partir daí o profissional já pode começar a intervir. O ortodontista ou o odontopediatra são os melhores profissionais para direcionar o tratamento.

Mas não se esqueça, muitas vezes o diastema é só uma questão estética e cabe ao paciente determinar se deseja fecha-la ou não. O fechamento dos espaços entre os dentes só se faz necessário se desfavorecer a fonética ou trazer algum outro problema de saúde bucal mais sério, do contrário, pode sorrir a vontade e sem vergonha, afinal, tem muita modelo capa de revista por aí cheia de orgulho do seu diastema!

Fonte: Agência Beta

Mãe é culpada por medo de dentista

Você cresceu tendo medo de dentista? Talvez a grande culpada disso tudo seja sua mãe; pelo menos é o que diz uma pesquisa feita pela Universidade do Rei Juan Carlos, em Madrid. Segundo esse estudo, as mães são capazes de transmitir os mais altos níveis desse tipo de medo o que, inevitavelmente, acaba atingindo os filhos.

O estudo, que foi publicado no International Journal of Pediatric Dentistry, analisou 183 crianças com idades entre 7 e 12 anos e seus pais. Todos receberam questionários para classificar seus medos em relação a vários temas médicos, inclusive claro, às consultas odontológicas.

Ao fim desse processo, os cientistas perceberam duas coisas: a primeira é que quanto maior o nível do medo de dentista de uma pessoa da família, maior será o medo da criança. E a segunda é que são as mães que transmitem os níveis mais altos desse medo.

Injustiçadas?
Antes de fazermos julgamentos mais pesados contra as mães, é preciso analisar melhor a realidade atual para entender os resultados.

As mulheres, de forma geral, têm mais facilidade em admitir que sentem medo, enquanto os homens tendem a negar. Não bastasse isso, é preciso considerar que no contexto machista em que vivemos a responsabilidade pela criação dos filhos, perante a sociedade, cai quase que por completo sobre a figura da mãe, embora isso, felizmente, venha mudando. Ainda são as mães que levam mais os filhos às consultas ao dentista.

Pais unidos e sem medo
No entanto, algumas pessoas mais velhas realmente ainda associam as visitas ao dentista a dor por causa dos antigos tratamentos odontológicos que priorizavam a extração do dente e não a prevenção de problemas bucais. Mas esse fato é coisa do passado e é obrigação dos pais se conscientizar disso e evitar que seus medos sejam perpetuados para os pequenos.

Se ir ao dentista é algo natural para os pais, um hábito, via de regra será para a criança. Já se ir ao dentista, no contexto de uma família, significa um evento excepcional gerado por uma situação de urgência, a imagem do dentista sempre será associada à dor e nunca à saúde.

Dicas para uma consulta feliz
Segundo a Associação Dental Americana (ADA), para tornar a visita ao dentista das crianças mais agradável os pais devem:

– Marcar a consulta na parte da manhã que é quando as crianças tendem a estar mais descansadas e tranquilas.
– Guardar a ansiedade e preocupação para si e enfatizar o lado positivo do momento, pois os pequenos captam as emoções negativas e postivias.
– Nunca usar a consulta com o dentista como punição ou ameaça.
– Nunca subornar a criança.
– Conversar e explicar para o seu filho tudo sobre a consulta.

Associar a ida ao dentista com castigo é o maior erro que um pai e uma mãe podem cometer com relação a esse assunto, um erro que marcará a vida dos seus filhos para sempre.

Dentista também deve ajudar
O dentista também pode colaborar nessa missão para eliminar antigos medos. É dever do dentista se apresentar como alguém que está ali pra ajudar, não para punir. A criança precisa entender, desde o primeiro contato com o odontopediatra, que ele é um amigo, alguém que quer oferecer saúde e bem-estar e não dor e incômodo. O dentista precisa ter calma, paciência, respeitar o tempo da criança e, se possível, transformar a consulta numa experiência divertida e que desperte seu interesse.

A prevenção é fundamental pra se interceptar problemas como cárie e gengivite ainda em estágio inicial. Assim, evitamos que essas doenças cheguem a causar danos mais sérios, intervenções mais longas e invasivas. Ou seja, menos medo e mais saúde.

Fonte: Agência Beta