Beber água de manhã reduz as causas da halitose matinal

Um estudo publicado no International Journal of Dental Hygiene garantiu que o hábito de beber água pela manhã pode reduzir o mau hálito matinal. E, segundo a pesquisa, vale tanto ingerir o líquido quanto fazer apenas bons bochechos para que 60% das substâncias que causam o problema sejam eliminadas.

Não adianta negar, apesar de bem desagradável, o mau hálito matinal é um problema que atinge todo mundo, em menor ou maior intensidade. Isso por que a noite, enquanto dormimos, nosso fluxo salivar reduz drasticamente, fazendo com que a proteção natural proporcionada pela saliva seja diminuída.

Com isso, aumenta a formação de saburra lingual e as bactérias presentes na cavidade bucal decompõem a matéria orgânica, produzindo compostos sulfurados voláteis (principais responsáveis pelo mau hálito).

A halitose matinal também pode ser causada pelo longo período de jejum que ficamos durante a noite. Mesmo durante o sono nosso corpo segue demandando energia para manutenção das funções vitais, e frequentemente recorremos às reservas de gordura existentes para gerar glicose, essencial a este processo. O problema é que esse mecanismo acaba por liberar na corrente sanguínea gases carregados de odor, que após as trocas gasosas no pulmão são liberados no ar expirado, alterando nosso hálito.

Beber água ajuda sim!
A pesquisa citada logo no início da matéria traz uma informação que de fato colabora com a eliminação do problema. Beber água ao acordar rompe todo esse processo de estagnação bucal, umedece as mucosas antes ressecadas e reidrata o organismo, estimulando as glândulas salivares a retomar a produção normal de saliva, promovendo uma higienização natural da cavidade bucal que determina uma redução dos níveis de compostos malcheirosos relacionados à halitose.

Na verdade, a água é mais amiga do bom hálito do que você pode imaginar. Beber água durante todo o dia, não só durante a manhã, ajuda a manter um hálito saudável, exatamente pelas mesmas razões citadas acima. Precisamos de uma ingestão de líquidos adequada (de aproximadamente 2 litros/dia para uma pessoa de 65 kg) para mantermos um equilíbrio hídrico no organismo, essencial para a manutenção de um fluxo salivar adequado.

Mas água não é tudo
Como acabamos de ver, beber água ajuda muito no combate ao mau hálito, mas claro que se você quer manter o odor bucal sempre fresco terá que fazer mais por sua boca.

A principal forma de combater o mau hálito é realizar rotineiramente uma correta higiene dos dentes, gengivas, língua e garganta, principais nichos bacterianos da boca, responsáveis por pelo menos 90% dos casos de mau hálito.

Cabe ressaltar que a qualidade dessa higiene é mais importante do que a quantidade. E o dentista é o profissional capacitado para instruir e treinar seus pacientes para que realizem técnicas eficazes e também para indicar quais são os produtos de higiene mais adequados para cada indivíduo.

Fonte: Agência Beta

Chiclete pode ajudar a reduzir dor causada por aparelho

A pesquisa analisou 1000 pessoas que usavam aparelhos. Para uma metade delas foi dado chicletes sem açúcar e para a outra não foi dado nada. Após um período, os cientistas avaliaram que o primeiro grupo se queixou menos de dor em comparação ao segundo.

Para os pesquisadores, isso aconteceu porque a mastigação estimula a circulação do sangue na região adjacente ao dente. “Com isso, as substâncias responsáveis pela inflamação causada pela ativação do aparelho ortodôntico seriam removidas do local pela própria circulação sanguínea. Mas é importante que seja dito que esse efeito varia muito de paciente para paciente.

Os pesquisadores também observaram que as pessoas que mascaram chicletes usaram menos analgésicos do que as que não mascaram. Isso é interessante, pois pode ser uma alternativa a ser tentada antes de o paciente recorrer ao uso de medicamentos.

Não é inimigo

Além disso, esse estudo confrontou uma tese forte que há anos existe contra as gomas de mascar. Pacientes que mascaram chiclete quebraram a mesma quantidade de peças do aparelho que pacientes que não mascaram, ou seja, aquela velha ordem que proíbe chicletes para usuários desse dispositivo alegando aumento dos danos às peças pode estar com os dias contados.

Porém, isso se aplica somente a chicletes. Balas continuam a não ser recomendadas, pois alimentos duros e grudentos tendem a quebrar o aparelho.

Não vale qualquer um

Mas o estudo não foi feito com qualquer chiclete e sim com os que são adoçados com Xilitol e Maltitol, substâncias que podem ajudar na redução de cáries e até no controle da gengivite. Se o paciente mascar chicletes com teor elevado de açúcar pode estar correndo mais risco de desenvolver cáries e manchas brancas nos dentes.

Inimiga número um

A dor é um dos motivos mais citados que levam pacientes a evitar iniciar um tratamento ortodôntico. Iniciada algumas horas depois de ativado o aparelho, ela pode causar um desconforto bem forte e atrapalhar atividades básicas do ser humano como falar, comer e até se concentrar. Por isso, se o ortodontista realmente tiver meios alternativos que possam reduzir a dor, é importante que sejam utilizados, até porque medicamentos não devem ser usados indiscriminadamente.

Fonte: Agência Beta

Acostumar com a nova dentadura pode levar tempo

Para quem sofre com a ausência de alguns ou todos os dentes, as próteses totais são uma ótima opção. No entanto, o inicio do processo não é tão simples e maravilhoso quanto gostaríamos que fosse. Acostumar-se com as novas dentaduras pode ser um pouco doloroso e leva algum tempo.

Assim que o paciente coloca seus novos dentes algumas reclamações já começam a surgir, como:

– Desconforto e dor leve. “Entretanto, não é normal a formação de aftas, feridas ou machucados. Se isso acontecer, o ideal é suspender provisoriamente o uso da prótese e procurar o cirurgião-dentista para realizar os ajustes necessários”.

– Dificuldade em falar. “Pode haver mudanças na pronúncia de alguns fonemas, temporariamente. O ideal é não se intimidar, persistir e treinar a pronúncia das sílabas mais difíceis repetindo-as em voz alta em frente a um espelho”.

– Impressão que os lábios estão projetados para frente, que a boca está volumosa, que a prótese é um corpo estranho ou que falta espaço para a língua.

– Sensação de que as próteses estão frouxas e que vão se soltar ao tossir ou sorrir. “Isso é frequente até que os músculos das bochechas e da língua aprendam a mantê-las em posição”.

– Sensação de que os dentes estão compridos, especialmente se os das próteses antigas já estavam gastos.

– Náuseas ao colocar ou remover as próteses da boca dentária. “O reflexo de vômito diminui gradativamente à medida que a pessoa se adapta às novas próteses”.

– Aumento no fluxo salivar fazendo com que a pessoa precise engolir a saliva mais vezes.

– Sensação de que não vai se acostumar nunca ou que as próteses antigas eram melhores, especialmente quando a pessoa usou a mesma por anos.

– Dificuldade para comer. No início as próteses parecem soltas ou frouxas na hora de se alimentar, mastigar faz barulhos, a pessoa morde as bochechas e os alimentos se acumulam embaixo das mesmas.

“Não é prudente querer comer de tudo nos primeiros dias com próteses dentárias novas. Recomendo iniciar com uma dieta macia, cremosa ou pastosa, levando à boca pequenas porções e mastigando calmamente os alimentos dos dois lados ao mesmo tempo para evitar que as próteses se desloquem. À medida que for se acostumando, a pessoa pode acrescentar alimentos mais duros e fibrosos, até retomar a dieta normal”.

Tempo de duração
O tempo de adaptação é relativo e varia de uma pessoa para outra, mas podem ser necessárias desde duas semanas até, em alguns casos, alguns meses.

Mas uma coisa é fato: a colaboração do paciente é fundamental para o sucesso das próteses removíveis. “É importante que o paciente use as próteses o máximo de tempo possível, removendo-as apenas para higienizar após as refeições e durante o sono. Se em cada momento de desconforto a pessoa remover e guardar, o tempo de adaptação ficará mais longo.

Assim, é preciso ter paciência, perseverança e não desanimar. É fundamental tentar seguir a rotina normal, comparecer às sessões de ajuste ao dentista e relatar em detalhes suas queixas para que ele possa tentar resolvê-las. No fim, o sacrifício de alguns dias resultará em um sorriso lindo para o resto da vida.