Refeição rica em fibra reduz halitose por até 2 horas e meia

Já pensou se uma refeição rica em alimentos fibrosos pudesse garantir duas horas e meia sem mau hálito? Pois isso é possível. Sabendo escolher os itens do seu café da manhã corretamente é possível passar um bom tempo despreocupado com o cheiro da sua boca.

Para provar essa tese, pesquisadores analisaram 20 pessoas saudáveis antes e depois de um bom café da manhã. O objetivo era avaliar os efeitos de uma refeição que exigisse muita mastigação, no caso a rica em fibras, sobre o hálito.

Passo a passo
Antes de iniciar a refeição, eles mediram a concentração de Compostos Sulfurados Voláteis (principais gases presentes na halitose bucal), o odor do hálito percebido pelo olfato de outras pessoas, o acúmulo de saburra lingual e a sensação na boca. Todos os participantes apresentaram acúmulo de biofilme lingual e a presença de alguns gases desagradáveis na boca.

A partir disso, eles foram divididos em dois grupos. O primeiro consumiu uma dieta fibrosa e com alta necessidade de mastigação e o outro comeu alimentos que exigiam baixo esforço mastigatório.

Depois de duas semanas o teste foi repetido com os grupos trocando de missão, ou seja, quem comeu os alimentos fibrosos da primeira vez, agora se alimentaria com os mais molezinhos e vice-e-versa. As mesmas análises feitas antes da refeição foram repetidas duas horas e meia depois da comilança.

Vale falar que uma das refeições, a que continha alto teor de fibra (25,9 gramas), tinha em seu cardápio pão integral com grãos inteiros (com farelo de trigo), maçã crua descascada, geleia de amora preta, manteiga e água, Já a outra, formada por alimentos com baixo teor de fibra (5,41 gramas no total), era composta por pão branco, maçãs cozidas, geleia de marmelo, manteiga e água.

Comer x Halitose
Os resultados do estudo revelaram que após se alimentar, ambos os grupos tiveram redução dos compostos que favorecem o mau hálito observados no início do teste por até duas horas e meia. Ou seja, comer melhora o hálito das pessoas.

Porém, a refeição rica em fibras e com alta necessidade de mastigação levou a uma redução significativamente maior da halitose perceptível pelo olfato de outras pessoas.

A ingestão de alimentos promove a “autolimpeza” bucal, pelo atrito da comida com as superfícies bucais e também pelo aumento do fluxo salivar em consequência da mastigação e da gustação. Com isso, resíduos alimentares, células descamadas e bactérias são eliminados do ambiente bucal, principalmente da superfície do dorso lingual, onde se acumula o biofilme lingual ou saburra.

Quando os alimentos ingeridos são predominantemente fibrosos a “luta” contra os componentes que favorecem a halitose só se fortalece.

Considerando que quanto mais fibroso o alimento, maior o atrito exercido, e que quanto mais intenso o esforço mastigatório, maior o estímulo salivar, parece evidente que a refeição com alto teor de fibras e com alta demanda de mastigação favorece uma autolimpeza mais intensa que as outras.

Inclua e exclua
Para facilitar sua vida, vamos listar alguns alimentos considerados fibrosos para que você possa incluí-los no seu café da manhã. São eles: cereais secos (especialmente farelo de aveia, germen de trigo, linhaça, quinoa, gergelin), vegetais crus, frutas e carnes fibrosas.

Por isso, é meio óbvio que, se você quer ficar mais tempo tranquilo com o seu hálito, deve evitar as refeições exclusivamente pastosas ou líquidas, como aquelas a base de shakes, sucos e sopas, pois elas não favorecem a autolimpeza bucal.

Fonte: Agência Beta

Anti-inflamatórios podem prejudicar seu tratamento ortodôntico

É comum associarmos a palavra medicamentos com a cura de várias doenças, certo? Mas nem sempre é assim. Às vezes um remédio usado para uma causa específica pode atrapalhar outros tratamentos. É o que acontece com o aparelho ortodôntico. Existem alguns tipos de drogas que não colaboram com a busca pelo sorriso perfeito.

Quando o aparelho faz pressão sobre um dente ele está, na verdade, causando uma reação de inflamação naquela região. É a inflamação que induz o osso ao redor do dente a se remodelar para possibilitar a movimentação dentária. No caso da ortodontia, a inflamação controlada não é ruim, é necessária.

Por isso, quando você toma um anti-inflamatório para um problema muscular, por exemplo, você pode, indiretamente, estar prejudicando seu tratamento ortodôntico. Alguns medicamentos podem afetar a movimentação ortodôntica, pois atuam diretamente na inflamação.

“Inimigos”
Alguns dos anti-inflamatórios mais usados pelas pessoas e que estão nesta lista de “inimigos” do tratamento ortodôntico são: a aspirina, o piroxicam (ex: Feldene), o ibuprofeno (ex: Advil), diclofenaco (ex: Cataflan) e celecoxib (ex: Celebra).

Esses medicamentos atuam diretamente sobre o mecanismo da inflamação, inibindo-a, e isso pode tornar a movimentação ortodôntica mais lenta. No entanto, não sabemos o quanto, pois a maioria dos estudos ocorre em animais, o que torna difícil uma resposta precisa em humanos.

Um medicamento que supostamente não atua sobre a movimentação dentária é o paracetamol. Porém, todo paciente deve consultar seu ortodontista antes de se automedicar. O paracetamol têm efeitos sobre o fígado que não devem ser ignorados.

Como lidar com a dor?
Mas, se os anti-inflamatórios não são indicados para quem está fazendo tratamento ortodôntico, como é possível lidar com a dor durante os primeiros dias de aparelho?

Existem outras opções. Estudos mostram que o chiclete pode ter um efeito de alívio da dor em alguns pacientes, mas é importante que ele seja adoçado com xilitol para evitar cáries. Outras pesquisas mostram que a Laserterapia pode ter algum efeito analgésico sobre os dentes sujeitos a forças ortodônticas.

Força demais também não!
Um efeito curioso é o dos corticoides que acabam acelerando a movimentação dentária. Mas engana-se quem acha que isso é uma coisa boa. Esse tipo de remédio também não é recomendado pelos dentistas.

Apesar de se movimentarem mais rápido, esses dentes sofreram mais recidiva, ou seja, eles voltaram com mais facilidade à posição inicial. É o caso do “o que vem fácil, vai fácil”, sabe?

Continuem com seus remédios
Apesar de todos esses relatos acima, não se recomenda a interrupção de uma medicação já prescrita para um problema existente.

O tratamento ortodôntico jamais deve ser motivo para que um paciente pare uma intervenção médica que está sendo realizada. É importante apenas que ele informe ao seu ortodontista sobre esse outro tratamento de saúde para que o profissional possa avaliar se isso vai ou não influenciar na terapia ortodôntica.

Fonte: Agência Beta

Preocupações com dinheiro podem ocasionar o bruxismo

Estresse e ansiedade podem levar muitas pessoas a ranger os dentes ocasionalmente. Nos dias de hoje, os dentistas estão cada vez mais preocupados com fatores que possam exacerbar o problema, como por exemplo, a desaceleração econômica.

Em outubro, o dr. Steven Butensky, de Nova York, disse ao New York Times: “Tenho visto muito mais pessoas ansiosas, estressadas e muito preocupadas com o próprio futuro financeiro, e elas estão descontando isso nos dentes”.

Acrescentou o dr. Gerald McCracken: “Estamos encontrando muitas famílias de renda dupla, temos pessoas que perderam o emprego e estão preocupadas e temos a esposa, que ainda mantém o emprego, sofrendo pressão adicional e incerteza. Isso pode realmente levar a pessoa a ranger os dentes durante a noite”.

O hábito de ranger os dentes é conhecido por “bruxismo”, uma condição caracterizada pelo constante ranger ou apertar dos dentes durante o dia ou durante o sono. Além do estresse e da ansiedade, distúrbios do sono, mordida anormal, dentes ausentes ou apinhados podem ser a causa do bruxismo.

Os sintomas incluem forte dor de cabeça ou dor na mandíbula. Em casos severos, os dentes podem se fraturar. As fraturas geralmente são microscópicas, porém, quando se abrem, a polpa que está dentro do dente torna-se irritada. Essa irritação pode levar à sensibilidade – especialmente às temperaturas extremas. Existem também indicações de uma relação entre bruxismo e distúrbios da articulação temporomandibular (ATM).

Cerca de 10 a 15% dos adultos rangem os dentes de maneira moderada a severa, diz dr. Matthew Messina, conselheiro da American Dental Association (ADA). A genética pode ser um fator no bruxismo, ele diz, mas o estresse geralmente é o catalisador.

Sendo assim, o que as pessoas que rangem os dentes ocasional ou frequentemente podem fazer? A ADA recomenda que os pacientes preocupados conversem com o dentista, que pode determinar a extensão do problema e até mesmo confeccionar um protetor bucal para proteger os dentes durante a noite.

Se a causa for o estresse, técnicas de relaxamento podem ser recomendadas, por exemplo, fisioterapia, relaxantes musculares, aconselhamento e mesmo exercícios para ajudar a reduzir a tensão.

Fonte: ADA