Quando se preocupar com o estresse pós-férias?

Sintomas de estresse e insatisfação permanentes são sinais de alerta

Você já ouviu falar em depressão pós-férias? Parece exagero, mas, para algumas pessoas, lidar com o retorno ao trabalho após dias de descanso e liberdade pode trazer ansiedade, tristeza, irritabilidade, insônia e até sintomas físicos como quadros de gastrite.

Esse cenário merece atenção quando a sensação de desconforto permanece por mais de um mês, já que, normalmente, leva-se de uma semana a 15 dias para se readaptar a rotina profissional.

A combinação desses sintomas, na verdade, pode representar um quadro de estresse, que não necessariamente tem ligação direta com o fim do recesso. Além de apontar que algo já não vai tão bem no ambiente de trabalho ou mesmo em aspectos pessoais.

Vale a pena fazer uma avaliação geral e refletir sobre os incômodos relacionados ao trabalho, olhando para os seus anseios profissionais e também para questões pessoais que podem ter ligação com os sinais de estresse.

Investigar as causas da insatisfação é o ponto de partida, por isso o acompanhamento de um profissional especializado é importante, inclusive para encontrar estratégias de enfretamento ou mesmo suporte em futuras mudanças. É necessário compreender as razões pelas quais o indivíduo não está conseguindo se readaptar (a rotina). Dessa forma, fica mais fácil de encontrar alternativas e saídas, trazendo um alívio, mesmo que a médio ou longo prazo.

Sinal de alerta

Ambientes competitivos e com níveis de exigência e pressão muito altos podem gerar sentimentos de incapacidade e frustração. Assim como trabalhar com lideranças que não valorizam e nem estimulam seus colaboradores.

Em todo país, sete em cada 10 brasileiros sofrem com o estresse. Desse total, 30% ainda chegam a níveis mais altos e desenvolvem a chamada Síndrome de Burnout, compreendida por um estado de exaustão grave desencadeado pela atividade profissional e que acarreta em problemas físicos, necessidade de medicação e acompanhamento terapêutico.

Os sinais de estresse – tremor, sudorese, ansiedade, taquicardia – não significam, necessariamente, que a pessoa está entrando em um estado depressivo, mas é um recado do corpo que demanda atenção. Quanto mais cedo procurarmos as causas dessa sensação, melhor é, pois conseguimos evitar que a depressão se instale.

Como a motivação também tem um grande peso individual, focar nos aspectos positivos do trabalho como o conforto que os recursos financeiros nos proporcionam, a evolução profissional e as relações sociais, costuma ser uma boa estratégia para manter o ânimo e a inspiração. Podemos aprender a transformar o trabalho em uma fonte de prazer, ou seja, sublimar a energia em gratificação pessoal, sentindo-se importante e fazendo a diferença.

Dicas para melhorar o ambiente e deixar a rotina mais leve:

– No retorno das férias, respeite seu tempo de adaptação e “retomada” de ritmo.

– Transforme sua sala, mesa ou baia em um local agradável. Vale trazer referências de casa, fotos da família ou de momentos prazerosos e objetos de decoração que combinem com a sua personalidade.

– Ouvir música durante as atividades de trabalho pode contribuir com a concentração e também trazer relaxamento. Se for possível, crie uma playlist agradável e inspiradora e ligue seus fones.

– Tenha alguns momentos de pausa para se alimentar ou esticar o corpo. Ginástica laboral também é positiva.

fonte: Instituto do Coração do HCFMUSP

Devemos usar palitos de dente?

Já aconteceu com todo mundo. Comemos um bom pedaço de carne ou um prato de feijão e, quando terminamos, sentimos que um pequeno resto de comida ficou preso entre os dentes.

Neste momento é comum recorrermos aos palitos de dente, que quase sempre estão presentes nas mesas dos restaurantes. Mas, embora esta possa ser considerada uma ferramenta de limpeza dental tradicional e segura, seu uso não é recomendado por especialistas.

Os palitos de dente não são especificamente projetados para limpar a placa entre os dentes e, portanto, seu uso pode machucar a gengiva e arranhar os dentes. Caso eles quebrem durante o uso, podem causar inflamação e infecção.

Outro fator desfavorável é que, quando o palito rompe, a pessoa pode acabar engolindo algum pedaço de madeira, o que pode gerar repercussões negativas na saúde.

Os especialistas recomendam substituir o uso de palitos de dente pelo fio dental ou por uma escova interproximal. Manter esses dispositivos de higiene bucal na bolsa ao ir para restaurantes é uma alternativa para evitar o uso de palitos de dente.