Teste dirá quão velhas estão nossas células.

Até o fim do ano, estará disponível nos Estados Unidos mais um exame que mede o comprimento dos telômeros, as pontas dos cromossomos. Essas estruturas que nos protegem contra danos externos e garantem a replicação do DNA vão se desgastando com o tempo: a cada divisão da célula, elas encurtam. A ciência tem vinculado esse encurtamento a problemas relacionados à idade, como diabetes, câncer e cirrose hepática.

“Alterações drásticas no comprimento podem ser um sinal de alerta precoce para que o paciente procure medidas preventivas apropriadas”, afirma o pesquisador Brandon Too, da Telome Health, que vai oferecer o teste. “Ao monitorar o tamanho do telômero periodicamente, é possível administrar a saúde de forma mais efetiva”, defende. Entre os fundadores da empresa está a bióloga Elizabeth Blackburn, que ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 2009 junto a Jack Szostak e Carol Greider por pesquisas nessa área. Uma de suas descobertas foi a telomerase, uma enzima que recupera os telômeros ao longo da vida, mas que, quando é ativada em excesso, pode desencadear tumores e processos inflamatórios.

Além da análise a partir de amostras de sangue, realizada por outras companhias desde 2010, a empresa será a primeira a fazer o exame com saliva. O TeloTest será solicitado pelo médico e enviado por correio para a casa do paciente. A pessoa coleta a saliva, manda o material de volta e recebe um relatório com o resultado.

A utilidade desse tipo de exame é controversa. “Pode ser interessante para alguém que já tem câncer ou doenças ligadas ao envelhecimento, sempre associado a um diagnóstico clínico”, opina a biomédica Maria Isabel Nogueira Cano, professora de genética molecular da Unesp de Botucatu. “Mas é tudo muito precoce. Falar para uma pessoa saudável se submeter ao teste é muita piração”, alerta.

Fonte: Revista GALILEU

Dentista planeja clonar John Lennon à partir de um dente

O dentista canadense Dr. Michael Zuk anunciou que planeja criar um clone do músico John Lennon a partir do DNA extraído de um de seus dentes. Dr. Zuk comprou um dente molar de Lennon em um leilão por 31 mil dólares. O dente possivelmente usado para a clonagem foi vendido por Dot Jarlett, filho da ex-empregada de Lennon. Ele está convicto que seu alto investimento pode ser uma das melhores decisões da sua vida. Planeja, com um grupo de cientistas, uma forma de usar o dente extraído em 1960 para clonar o ex-beatle.

O plano foi revelado em entrevista ao tabloide britânico “The Sun”. Em um dos trechos da reportagem, o dentista afirma estar empolgado com a possibilidade de conseguir sequenciar o DNA de Lennon em breve. Se os cientistas acreditam que podem clonar mamutes, Lennon pode ser o próximo, diz Dr. Zuk ao jornal.

John Lennon morreu aos 40 anos em Nova York, em dezembro de 1980, alvo de cinco tiros disparados por Mark David Chapman. Dr. Zuk afirma que muitos fãs dos Beatles se lembram onde estavam quando ouviram que Lennon havia morrido. Espera, agora, que essas pessoas vivam para ver o dia em que o ex-Beatle terá “uma nova chance”.

A empolgação é tanta que Dr. Zuk chegou a fazer uma paródia de “Love Me Do”, primeiro sucesso dos Beatles. Nas mãos do dentista, a canção virou “Love Me Tooth”. É possível ouvir a versão no site do projeto.