Quem inventou o chiclete?

1. Os pesquisadores se dividem sobre quem seriam os criadores da goma. Boa parte deles acredita que o chiclete surgiu por volta do ano de 9 000 a.C., na região da Mesopotâmia, onde foram encontrados resíduos de chicle feito de resina de bétula em dentes humanos. Outros defendem que os “pais” do chiclete seriam os povos antigos que viviam na América, antes mesmo da colonização europeia.

2. Os Maias, que viveram entre 1000 a.C e 900 d.C., mascavam resinas extraídas da árvore de Yucatán para refrescar o hálito.

3. Acredita-se que essa resina era chamada pelos Maias de “Tchi-Clé” (“Tchi” significaria “boca” e “Clé”, movimento). A palavra foi adaptada pelos colonizadores espanhóis.

4. Já os Astecas, que viveram entre os séculos XIV e XVI, faziam gomas de mascar a partir do látex do sapotizeiro – árvore que dá o sapoti – que produzia uma resina a qual os nativos davam o nome de chicle. Eles a utilizavam para ajudar na produção de saliva durante as caminhadas.

5. A guloseima como conhecemos hoje foi criada em 1872, pelo inventor norte-americano Thomas Adams. Depois de ver uma menina pedir um pedaço de parafina para mascar, ele inventou uma goma com as sobras de resina do Sapotizeiro. O sucesso de sua criação foi tão grande que logo Adams sofisticou a goma, que foi chamada de “Adams New York nº 1”.

6. Nas décadas seguintes ele precisou abrir várias fábricas para atender à grande demanda dos consumidores dos EUA.

7. Em 1880, um vendedor de pipocas de Cleveland, nos EUA, chamado Willian J. White, deu sabor à goma, e chamou seu produto de “Yucatan”. Já o chiclete de bola teve origem nas mãos de Frank H. Fleer, já no século XX. Ele chamou sua criação pelo sugestivo nome de Blibber-Blubbler.

8. Durante a Segunda Guerra Mundial, o produto passou a ser comercializado com o intuito de aliviar o estresse dos civis e dos soldados dos EUA. Foi no período pós-guerra que as vendas do chiclete dispararam.

9. Depois do fim da Grande Guerra as resinas naturais foram substituídas por substâncias sintetizadas a partir do refino do petróleo, por causa do custo de fabricação.

10. A partir da década de 1960 surgiram os primeiros chicletes sem açúcar.

Fontes: ABICAB – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados, Arcor e Mundo Estranho.

Dúvidas sobre o clareamento dental

Como funciona o clareamento dental feito no dentista?

Atualmente, podemos utilizar 2 substâncias: Peróxido de Carbamida ou Peróxido de Hidrogênio. A substância escolhida é aplicada sobre o esmalte dental. As gengivas e os tecidos moles devem ser protegidos por causa da alta concentração das substâncias usadas nos consultórios. Elas liberam moléculas de oxigênio. Essas moléculas de oxigênio viajam pelos micro túbulos do esmalte dental levando as partículas de sujeira para fora, clareando os dentes. Não é apenas superficial como as pastas clareadoras fazem.

Qual a diferença entre o clareamento feito no consultório e o caseiro com moldeiras, supervisionado pelo dentista?

A principal diferença é a concentração das substâncias clareadoras. As bisnagas que os pacientes levam para casa tem concentração menor, por isso demandam mais aplicações ou mais tempo. Funcionam igual, porém demoram mais para agir. No consultório usamos substâncias mais concentradas que necessitam de manuseio profissional. Alguns dentistas aliam as duas técnicas. Fazem uma ou duas sessões no consultório e depois aplicam a moldeira por mais algum tempo. Tudo isso vai depender de cada caso.

Para que serve o tal do Laser, então?

Alguns aparelhos nos auxiliam no clareamento. O Laser age como catalisador, acelerando a reação química dos peróxidos. Isso diminue o tempo de trabalho fazendo com que o dentista possa oferecer o clareamento em uma sessão apenas, sem deixar você horas com a boca aberta. Já existem produtos no mercado que funcionam bem sem precisar da luz para acelerar a reação. Aparelhos mais completos tem laser de baixa potência embutidos, junto com a luz azul do LED. Esse Laser é invisível ao olho nu e ajuda na diminuição da sensibilidade dentinária às substâncias clareadoras.

Todo clareamento vai dar sensibilidade?

Não. Sempre existe chance de sensibilidade. Se você tiver alguns dentes com retrações de gengiva, por exemplo, é bom que a substância clareadora não encoste na dentina exposta. Dá para você, paciente, ter controle disso? Mais um motivo para sempre procurar um dentista para fazer o seu clareamento e não ficar se aventurando com pastas, produtos e bochechos ditos milagrosos.

Clareamento tem garantia? Tem validade?

Depende. Como que o seu dentista vai dar garantia se ele não tem controle sobre o que você coloca na boca? Se você é fumante, seu clareamento não vai durar quase nada. Você pode evitar alimentos com corantes, refrigerantes, chá preto, consumo excessivo de café e etc. Evitar não significa deixar de consumir. Fazendo uma boa higiene oral, você aumenta o tempo do seu clareamento.

Qualquer dente pode ser clareado? E se eu tiver próteses ou restaurações?

Geralmente, qualquer dente pode ser clareado da maneira que estamos falando. Há exceções. Dentes amarelados por trauma, por problemas na formação dental ou por manchas causadas por antibióticos na infância ficam mais difíceis de resolver. Aí podemos lançar mão de técnicas de clareamento interno. Restaurações e próteses não mudam de cor com clareamento. Nesses casos, é de bom tom avaliar a necessidade de troca de restaurações ou próteses.

Afinal, para que servem essas pastas e bochechos que prometem clarear seus dentes?

Eles podem servir como manutenção de clareamentos feitos no dentista. Eles podem fazer o clareamento durar mais tempo. Podem remover manchas externas dos dentes. Nunca vão substituir o clareamento feito pelo dentista.