Por que não conseguimos matar a sede com a saliva?

Já vimos aqui algumas vezes aqui que a saliva é composta basicamente de água, certo? Se essa informação é verdade, por que não conseguimos matar nossa sede com ela?

Realmente nós não conseguimos matar nossa sede com a saliva, mas isso não quer dizer que ela não tenha um papel importante na hidratação corporal. Nosso corpo perde água e sais minerais diariamente pelo suor, urina ou respiração, por isso a água precisa ser reposta o tempo todo. E quem você acha que ajuda nesse processo?

Quando a água eliminada não é reposta adequadamente, o balanço hídrico é negativo e ocorre a desidratação. Porém, nosso organismo dispõe de diversos mecanismos que facilitam essa regulação, um deles é a salivação. Produzimos diariamente entre 1L e 1,5L de saliva que é deglutida e, como a maior parte de sua composição é água, tem papel na re-hidratação do organismo, como se estivéssemos consumindo goles de água.

E quando ela não está dando conta do trabalho e precisa de ajuda, ela nos avisa que é hora de beber mais água. Quando estamos desidratados a produção de saliva diminui, gerando a sensação de “boca seca”, que instintivamente nos faz beber água.

Pouca produção
Mas infelizmente a quantidade de saliva que produzimos não é o suficiente para hidratar todo o corpo e acabar com a sede.

O corpo de um adulto é composto por 70% de água e necessita da ingestão diária de 1,5L a 3L de líquido para se manter saudável (valor que varia de pessoa para pessoa de acordo com o peso). Justamente por isso que não conseguimos matar a sede com a nossa própria saliva, pois a quantidade diariamente produzida é menor do que a demanda para manter o balanço hídrico.

Mais que apenas água
Apesar de ser composta principalmente por água (99%), a saliva não é só isso. A saliva é um fluido transparente e incolor secretado pelas glândulas salivares na cavidade bucal. Apesar de ser composta principalmente por água, ela também contém minerais, enzimas digestivas, imunoglobulinas e mucina (proteína responsável pelo seu aspecto viscoso).

Sem engasgos
E é exatamente por causa desta mucina citada aí em cima que não nos engasgamos com ela, afinal, se a saliva é basicamente água e fica o tempo todo na nossa boca se engasgar ao falar ou respirar deveria ser algo corriqueiro.

A mucina lhe confere viscosidade, de modo que a saliva não se acumula apenas no assoalho bucal (diferente da água pura), e sim se espalha em toda a superfície da boca. Outro motivo de não engasgarmos é que, instintivamente, deglutimos o excesso de saliva antes de falar.

Beba água sempre!
Uma boa hidratação favorece boa saliva, hálito agradável e o bom funcionamento do metabolismo. Quando há desidratação, começam a surgir sinais como sonolência excessiva, confusão mental, fraqueza, dores de cabeça, “boca seca”, pele áspera, urina escura, dentre outros problemas. Por isso, antes de seu corpo e sua boca pedirem, beba água sempre!

Fonte: Agência Beta

Dentes Mais Alinhados Podem Melhorar A Saúde Bucal

Há muitas razões para um dentista recomendar o uso de aparelho ortodôntico.

Ele é usado para corrigir má oclusão (mordida errada), um problema causado por dentes apinhados, tortos ou protruídos; dentes que estão desalinhados; ou arcadas que não se encaixam devidamente. A má oclusão pode ser hereditária, ou pode ser resultado de chupar o dedo, da perda prematura do dente ou de um acidente.

A correção do problema pode resultar numa melhor saúde bucal, porque dentes apinhados e tortos podem dificultar a higiene bucal diária. Com o tempo, isso pode facilitar a cárie dentária, doença periodontal e possivelmente as perdas dentárias. Uma mordida incorreta pode interferir na mastigação e na fala, causar desgaste anormal ao esmalte do dente e levar a problemas com as arcadas.

O tratamento ortodôntico na maioria das vezes é mais confortável e requer menos tempo do que há alguns anos. As peças podem ser mais discretas, caso o paciente prefira.

Os brackets (parte do aparelho que é colada ao dente) são menores. Alguns brackets são fixados na parte interna dos dentes, deixando-os menos visíveis.

Existem dois tipos de aparelhos disponíveis: fixos, que são usados o tempo todo e só podem ser removidos pelo dentista; e os removíveis, que o paciente pode tirar da boca. O dentista escolhe o tipo baseado nas necessidades de tratamento do paciente e na forma como o paciente irá seguir as instruções de cuidados e higiene bucal.

Embora os planos de tratamento sejam feitos para cada paciente, a maioria das pessoas usa o seu aparelho pelo período de um a três anos, dependendo das correções necessárias. Isso é seguido por um período usando uma contenção, que mantém os dentes na sua nova posição. Apesar de um pequeno desconforto durante o tratamento, os aparelhos atuais são mais confortáveis do que antes. Materiais mais modernos exercem uma força suave e constante para mover os dentes e normalmente requerem menos ajustes.

Uma boa higiene bucal é essencial para pessoas que usam aparelhos.

Escovação regular, conforme recomendado pelo dentista, uso de fio dental diariamente e avaliações periódicas ajudam a manter os dentes saudáveis.

Fonte: ADA