12 de agosto de 2016 às 8:00

12 de agosto de 2016 às 8:00

11 de agosto de 2016 às 8:00

Ter mau hálito é muito desagradável, mas pior que isso é não saber que está com o problema, pois aí não é possível combatê-lo. Para isso, existem três formas de detectá-lo: pelo próprio nariz, por aviso de amigos e parentes, ou procurando diretamente um especialista. Nessa matéria vamos ver qual dessas opções é a mais eficiente e qual pode nos enganar.
Nariz e o falso diagnóstico
Se você achou que o nariz seria a forma mais certa e fácil de detectar o problema, errou. A realidade é que somos péssimos juízes de nosso próprio hálito.
Nosso olfato acaba se acostumando com os odores após algum tempo de exposição e nos enganando devido a fadiga olfatória. Se tentarmos sentir nosso próprio hálito, com as mãos em torno da boca e nariz, provavelmente tudo o que vamos sentir será o cheiro das nossas mãos.
E nem tente procurar dicas na internet, você só irá adiar o diagnóstico correto. Diversos sites da Internet ensinam formas de verificar se o hálito está em dia ou alterado, porém não recomendamos esses métodos, pois não são confiáveis.
Dentre elas, estão algumas técnicas famosas que com certeza você já ouviu falar ou até já usou como lamber o punho, esperar 10 segundos para a saliva secar e cheirar o local, passar uma gaze na parte de trás da língua e cheirar o tecido, passar o fio dental entre os dentes e cheirá-lo e expirar o ar dentro de um recipiente ou nas mãos fechadas em concha e tentar sentir o odor. Se identificou? Perda de tempo!
Gosto na boca
Muitas pessoas também se dizem capazes de avaliar o próprio hálito com base no gosto amargo, ácido, “estragado” ou desagradável que sentem em suas bocas.
Olfato e paladar são sentidos diferentes e, embora em alguns casos halitose e alterações de paladar possam estar associados, é possível sentir gosto ruim e estar com hálito normal e vice-versa.
Toque amigo
A forma mais precisa para saber se você tem mau hálito, sem ir ao dentista, é perguntando a um amigo. Perguntas como: “o odor de meu hálito costuma estar alterado?” ou “quando conversamos ou quando sopro em sua direção, você sente cheiro ruim?” dizem mais do que qualquer teste de internet”.
Amigos e parentes têm enorme importância na conscientização sobre o mau hálito pois, após saber da alteração, a pessoa poderá procurar ajuda qualificada e solucionar a situação, minimizando danos na saúde, nos relacionamentos, na autoestima e na qualidade de vida.
Muitas pessoas consideram constrangedor falar para um conhecido que seu hálito está desagradável. Porém, uma pesquisa da ABHA apurou que as pessoas que foram avisadas ficaram realmente gratas a quem as avisou e, embora em alguns casos tenham sentido constrangimento ou vergonha, o toque foi decisivo para que procurassem um tratamento adequado e solucionassem o problema. Avisar é, acima de tudo, uma prova de carinho e de amizade.
Para as pessoas que não se sentem capazes de fazer esse aviso, existe um serviço da ABHA chamado “SOS Mau Hálito. “nele, a identidade de quem avisou permanece em sigilo e o portador da alteração é informado por carta ou e-mail sobre sua situação, recebe dicas para controlar o problema e uma listagem de profissionais qualificados no tratamento da alteração ao longo do país.
Profissional é tudo!
No entanto, nada substitui a avaliação de um especialista. Como quase 90% das causas são de origem bucal, o profissional indicado para tratar o problema é o dentista e o primeiro passo para um tratamento eficiente e duradouro é um diagnóstico preciso.
Inicialmente, o profissional realizará uma anamnese (histórico do hálito, odontológico, médico, hábitos e questões emocionais) e um exame clínico bucal. O paciente também será submetido a uma avaliação do hálito pelo teste organoléptico (avaliação através do olfato de um profissional treinado) e pela halimetria (equipamentos específicos com sensores para a mensuração de substâncias mal cheirosas)”.
Com esses resultados em mãos, o profissional será capaz de determinar se a halitose é de origem bucal ou extrabucal (origem gástrica, das vias aéreas superiores, pulmonar e sistêmica). Se a origem for da boca, o tratamento será realizado pelo cirurgião-dentista. Já nos outros casos, é necessário tratamento interdisciplinar com equipe que pode incluir nutricionistas, psicólogos e médicos.
Fonte: Agência Beta
9 de agosto de 2016 às 8:00

A Isotretinoína sempre foi muito usada para combater a acne, mas de uns tempos para cá também tem sido indicada para tratar a rosácea (vermelhidão) e até promover o rejuvenescimento da pele. O que poucos sabem é que essa medicação pode, sem os devidos cuidados, prejudicar a saúde bucal e trazer complicações para o tratamento ortodôntico.
Também conhecida pelo nome comercial de Roacutan, é uma medicação que atua nas glândulas sebáceas (glândulas excretoras) e pode causar baixa produção salivar. Como a saliva é o principal agente protetor da cavidade bucal, se ela estiver muito reduzida o risco de cárie, doenças periodontais, halitose, e dificuldade para conversar ou engolir podem acontecer, prejudicando a saúde e, consequente, qualidade de vida de quem faz seu uso.
Combinação perigosa
Mas como exatamente esse tipo de medicamento pode atrapalhar o tratamento ortodôntico? A resposta é mais simples do que você pode imaginar.
Como o aparelho (braquetes e dispositivos ortodônticos) fica em contato direto com a mucosa da boca, o atrito entre eles gera descamações mais acentuadas e, como é muito mais difícil conseguir uma excelente higienização dos dentes com o aparelho, os alimentos e células descamadas ficam mais frequentemente depositados sobre as superfícies dos dentes e dos braquetes facilitando a cárie.
A baixa salivação também prejudica a cicatrização da mucosa, que com o aparelho, costuma ficar mais machucada. O estresse típico da adolescência (fase onde tratamento de acne e aparelho costumam se encontrar) e as alterações hormonais da idade colaboram ainda mais para a diminuição da salivação, exigindo cuidados mais severos nesse período.
Nada de proibir
Mas vale ressaltar que os tratamentos não devem ser evitados. Nenhum dos dois tratamentos, quando bem prescritos e acompanhados, devem ser evitados, muito menos a combinação deles. Os profissionais que acompanham o paciente precisam interagir para cuidar da saúde sistêmica e bucal.
Além disso, existem algumas práticas que o paciente pode fazer para ajudar a amenizar os danos causados por essa combinação. São elas:
– Ingerir bastante água (no mínimo 2 litros), mas o mais indicado seriam 2,7 litros/dia.
– Higienizar os dentes após as refeições, mas esperando sempre um tempo de 30 minutos para que aconteça o reequilíbrio do pH bucal. Dica: de imediato, apenas enxágue a boca com água.
– Fazer o uso de produtos odontológicos indicados pelo ortodontista.
– Evitar uma dieta rica em açúcares, refrigerantes e alimentos industrializados. É melhor dar preferência a uma alimentação natural a base de frutas, verduras e legumes.
– Fazer a profilaxia dental (limpeza) no máximo de 6 em 6 meses.
– Usar hidratantes labiais para reduzir o ressecamento da região.
– Relatar qualquer alteração bucal ou sistêmica aos profissionais que fazem o acompanhamento dos dois tratamentos.