27 de janeiro de 2017 às 8:00

27 de janeiro de 2017 às 8:00

26 de janeiro de 2017 às 8:12

Quem está sempre ligado nas redes sociais deve ter visto um vídeo que andou circulando por aí associando os exames de mamografia e os odontológicos ao câncer de tireoide. Esse material, inclusive, citava o nome do popular e renomado médico Drauzio Varella como autor das informações. Correntes virtuais a parte, será que essas informações têm algum fundamento? Segundo nossas pesquisas, parece que não.
Para quem não viu, o vídeo afirma que os casos de câncer de tireoide estão aumentando por causa da radiação emanada durante esses tipos de exames e ainda critica muitos profissionais que não oferecem aos pacientes protetores de chumbo para a garganta, fator que colaboraria ainda mais para o aumento da doença.
Indignado com o uso indevido do seu nome, Drauzio Varella desmentiu a informação em seu site. “Nunca gravei nenhum programa afirmando que a mamografia causa câncer de tireoide. Esse tipo de afirmação confunde a população e é um desserviço”, disse o médico na sua página da internet.
Radiografias odontológicas
Intrigados, principalmente em relação aos exames odontológicos, procuramos José Luiz Cintra Junqueira, cirurgião-dentista, doutor em Radiologia e em Ortodontia e diretor geral da Faculdade São Leopoldo Mandic, para esclarecer nossas dúvidas. Sem rodeios, o especialista foi direto.
“As radiografias odontológicas não apresentam risco se forem usadas as ferramentas de radioproteção que médicos e dentistas conhecem e usam rotineiramente para auxiliar no radiodiagnóstico”, diz José Luiz.
No entanto, o especialista faz questão de destacar que essa polêmica nem deveria ser levada em conta uma vez que a radiação emanada nesses exames é muito pequena.
“Estudos mostraram que nunca foi comprovado cientificamente a relação entre o câncer de tireoide e radiologia odontológica pela simples razão de que os exames radiográficos odontológicos utilizam doses pequenas de radiação x. E os pacientes se submetem à radiação poucas vezes”, diz o especialista.
100 vezes menor
A Comissão Nacional de Mamografia divulgou uma nota em 2015 dizendo que os riscos de indução desse tipo de câncer depois de uma mamografia são insignificantes tratando-se de 1 caso detectado a cada 17 milhões de mulheres entre 40 e 80 anos.
Ainda segundo a nota, a dose de radiação que atinge a tireoide durante o exame é menor que 1% comparando-a com a dose que vai para a mama. No caso dos exames odontológicos a proporção é ainda menor. Para se ter uma ideia em números, a dose de radiação à qual o paciente é exposto em uma mamografia, que já vimos ser pequena, é mais de 100 vezes maior do que a dose em um raio-X odontológico.
A polêmica do colar de proteção
Segundo José Luiz, caso não seja oferecido os instrumentos de proteção adequados na hora do exame, o paciente deve exigi-los. “Devem ser exigidos o avental de chumbo e o colar de tireoide (proteção de pescoço) para radiografias intrabucais e extrabucais, além de observar se um dentista ou radiologista está responsável pelo exame”, diz o especialista.
A polêmica existe porque em alguns exames, esse colar de pescoço pode prejudicar os resultados. A própria Comissão Nacional de Mamografia não recomenda seu uso alegando que pode interferir no posicionamento da mama, reduzindo a qualidade da imagem, interferindo no diagnóstico e levando à necessidade de repetições de exames.
E não é só isso. Eles ainda alegam que, como há uma exposição insignificante à radiação de outros locais que não seja a mama, o protetor teria mais uma função psicológica do que preventiva.
José Luiz concorda em partes com a CNM. “Quando possível, recomendo usar o protetor, mas, em alguns exames ele realmente pode prejudicar o resultado. Caberá ao dentista especialista em radiologia decidir, porque se o foco da análise for próximo do pescoço, a imagem poderá ser prejudicada, sim”, diz o especialista.
fonte: Agência Beta
24 de janeiro de 2017 às 8:00

Não é comum dizer que quando um problema aparece, outros tantos vêm junto com ele? Com a saúde bucal também funciona mais ou menos assim. Uma “simples” perda do paladar pode estar associada á cárie a e boca seca, sintomas que você pode nem ter percebido ou não ter dado a importância que devia.
Por isso, quando o gosto dos alimentos começar a te parecer estranho ou sem sabor, procure um dentista, pois é bem provável que você esteja com outros problemas bucais além dele, como baixo fluxo salivar, por exemplo.
A falta de saliva realmente é motivo de alerta, pois causa diversos problemas, dentre eles alteração no paladar e mastigação mais complicada, principalmente em casos de alimentos fibrosos e secos. Nesses casos, qualquer negligência quanto a higienização bucal, pode piorar ainda mais o quadro. A perda da habilidade para saborear alguns alimentos também pode estar associada à má saúde oral, pois algumas bactérias produzem toxina e estes metabólicos alteram o sabor.
Mas como é possível saber que estamos com problemas na saliva antes de chegar ao ponto de perder o paladar? Os primeiros sinais da falta de salivação é a sensação de gosto amargo na boca e também uma impressão de que os dentes não foram escovados.
Bola de neve
É aí uma coisa começa a puxar a outra. Quando as pessoas sentem menos o sabor dos alimentos, elas tendem usar mais sal e açúcar no preparo dos refeições e todo mundo sabe que o alto consumo desses itens, principalmente do segundo, está diretamente ligado à cárie.
Além de roubar o paladar e o sabor dos alimentos, a diminuição do fluxo salivar compromete toda a saúde oral causando cáries e problemas periodontais (gengiva). Somado a isso, a hipossalivação ainda pode predispor infecções orais como a candidíase.
Problemas e os sabores
E o mais curioso disso tudo é que certos problemas bucais afetam certos sabores específicos. Por exemplo, pessoas com problemas de boca seca sentem menos o doce, já inflamações e cáries em excesso afetam mais a percepção do amargo.
O gosto amargo foi particularmente prejudicado em pacientes com um crescimento elevado de lactobacilos. Eles aumentam em ambiente ácido e também produzem ácidos que podem causar uma diminuição do sabor azedo e assim diminuir a sensação de alimentos ácidos.
Higiene bucal e os sabores
Muitos estudos também já provaram que má higiene oral está associada à redução do sabor total dos alimentos e ao gosto do salgado, em específico.
E a falta de saliva também contribui muito com a diminuição da percepção dos sabores dos alimentos, pois sem ela não conseguimos dissolver os alimentos e as papilas gustativas não conseguem realizar seu trabalho que é definir o sabor.
Por isso, é fundamental fazer consultas ao dentista periodicamente, pois somente o dentista é capaz de diagnosticar cáries, problemas na gengiva, má higiene, e mau hálito. Manter uma boa saúde bucal está diretamente ligada ao prazer de sentir os sabores dos alimentos e a qualidade de vida das pessoas.
fonte: Agência Beta