
Um estudo da Universidade da Pensilvânia (EUA) forneceu novas evidências da importância do tratamento da doença periodontal em pacientes com doenças sistêmicas crônicas. O estudo abrangeu quase 340 mil indivíduos e demonstrou que a terapia periodontal diminuiu hospitalizações e despesas médicas, em valores de aproximadamente R$13 mil , em pacientes com doenças como diabetes ou que já tinham sofrido acidente vascular cerebral.
Entre 2005 e 2009, cerca de 338.891 indivíduos foram recrutados para o estudo. Todos os participantes tinham doença periodontal e uma ou mais das seguintes condições clínicas: diabetes tipo II, ateroesclerose, doenças cerebrovasculares, artrite reumatóide ou gravidez.
Comparando os dados – obtidos a partir de seguros de saúde – dos pacientes que tinham recebido tratamento periodontal e aqueles que não tinham sido tratados, os investigadores detectaram que os custos médicos e internações foram significativamente mais reduzidas no primeiro grupo.
Fonte: CRO

O termo “dor fantasma” é muito conhecido em casos de perda de alguma parte do corpo em que o paciente fica com a sensação de que ainda possui o membro e muitas vezes sente dor no local. Acontece que esse sintoma também pode aparecer quando se perde ou se extrai um dente.
Na maioria das vezes, essa dor se inicia por causa de um trauma na boca ou por procedimentos dentários. Características genéticas, ambientais e relacionadas ao sexo influenciam na dor fantasma. Na maioria das vezes, pessoas com propensão à dor crônica estão no grupo de risco que engloba mulheres com uma média de 40 anos.
Muitas vezes é difícil identificar a causa ou as características dessa dor e, em 90% dos casos, a pessoa acaba sendo submetida a uma série de procedimentos odontológicos em vão. Há diferença entre uma dor de dente causada por infecções e uma dor fantasma. A dor de dente padrão pulsa, enquanto a fantasma é uma dor neuropática (causada por lesão ou disfunção do sistema nervoso), constante e que costuma queimar.
Para evitar a frustração de os tratamentos não acabarem com a dor, o ideal é fazer uma avaliação com um profissional, já que a dor fantasma ocorre até com quem tem a saúde bucal impecável.
Fonte: TERRA

Enttre 4% e 15% da população mundial têm algum problema relacionado à falta ou ao crescimento anormal de um ou mais dentes, principalmente os permanentes. Geralmente, não são problemas graves, mas podem significar prejuízo para as funções bucais e até impactar a harmonia do sorriso quando não diagnosticados ainda na infância e tratados adequadamente.
São exemplos de malformação dentária a microdontia (quando os dentes são bem menores que o normal), macrodontia (quando são bem maiores) e a hipodontia (quando nascem menos dentes do que o comum). Além dos fatores genéticos e hormonais, muitas vezes são responsáveis por essas alterações dentais traumas, inflamações, infecções e hábitos deletérios como respiração bucal, uso de chupeta e a sucção digital (chupar o dedo).
Problemas e soluções
O diagnóstico dessas malformações pode ser feito por meio de um exame clínico no dentista, com a ajuda de radiografias. A microdontia traz dois principais problemas; o estético e o funcional. Com o problema do diastema (espaçamento) podem surgir problemas no encaixe dos dentes (oclusão) e também desalinhamento. Nesse caso é indicado o uso de aparelhos ortodônticos para fechar os espaços ou adequá-los para receber restauração.
A macrodontia é bem mais rara e normalmente está relacionada a alguma síndrome. O principal problema dessa deformação dental é a falta de espaço para que todos os dentes se encaixem na boca, podendo ocorrer o fenômeno chamado “dentes encavalados”. Em determinados casos de macrodontia, a extração e o uso de aparelhos ortodônticos são necessários a fim de evitar, inclusive, a deformação facial.
No caso da hipodontia os danos para o paciente e a solução para o problema vão depender do número de dentes que estão faltando. Os danos podem ir desde dificuldade de mastigação até problemas de desenvolvimento das estruturas faciais (maxila e mandíbula), além de outros problemas funcionais e estéticos. Aparelhos ortodônticos também podem promover o fechamento do espaço ou, se os “buracos” forem muito grandes, vão preparar a arcada dentária para receber tratamentos restauradores que vão desde restauração com resina até implantes e próteses.
Fonte: TERRA