Homens das cavernas realizavam obturações

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Um estudo publicado no periódico “American Journal of Physical Antrhopology” confirma que homens das cavernas utilizavam ferramentas para o tratamento de cáries durante a pré-história.

A equipe de arqueólogos responsável pela descoberta analisou dois dentes incisivos superiores de um homem adulto que viveu há cerca de 13 mil anos, período anterior ao surgimento da agricultura. Eles foram coletados há cerca de 20 anos numa região montanhosa da Toscana, na Itália.

Ao concluir o trabalho, os pesquisadores notaram que as paredes internas dos dentes continham arranhões e marcas. Esses sinais não são vistos em um dente normal e sugerem que algo além da mastigação aconteceu.

Também foram relatados buracos “escavados” até a polpa dentária, indicando que, muito provavelmente, foi feito um procedimento com ferramentas de pedras afiadas que deve ter sido muito doloroso.

Por meio de análises, os pesquisadores descobriram que os buracos foram preenchidos com betume (uma substância viscosa utilizada na antiguidade para unir partes de uma ferramenta e, atualmente, na produção de asfalto) e um tipo de palha. O betume servia para tapar a cavidade e a palha provavelmente fornecia uma ação antisséptica. Esse procedimento configura uma espécie de obturação da idade da pedra..

Outras descobertas
A mesma equipe de pesquisadores já havia encontrado um dente, também na Itália, com uma cavidade escavada até a polpa. Esse material pertencia a de um ser humano que viveu há pelo menos 14 mil anos e é considerado até hoje como sendo o mais antigo exemplo tratamento dentário.

A diferença é que, no estudo mais recente, foi encontrado o primeiro indício de preenchimento dos buracos abertos.

Apesar de reconhecerem que, muito provavelmente, ambos os dentes pertençam a apenas um indivíduo, representando uma amostragem mínima, os pesquisadores defendem que essas evidências comprovam que a prática de escavar e preencher dentes careados era comum na pré-história

Infecção dentária pode causar lesões permanentes em atriz

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Desde a última semana, a modelo Renata Banhara, de 41 anos dominou as redes sociais. A atriz está internada há vários dias na unidade semi-intensiva do hospital Albert Einstein, em São Paulo para tratar uma grave infecção. O motivo da complicação foi o que deixou muitas pessoas em alerta: de acordo com a assessoria de imprensa da modelo, o problema foi causado por um canal realizado há pelo menos seis anos.

Tudo começou com uma forte dor de cabeça que foi inicialmente diagnosticada como uma simples sinusite. Após a realização de alguns exames, os médicos descobriram que, de forma silenciosa, a bactéria Streptococcus anginosus ficou alojada por todos esses anos em um dos dentes de Renata. O microrganismo foi se alastrando pelo tecido interno da face, comprometendo os nervos e tecidos internos do rosto e da cabeça da atriz.

Desde então, Renata passou por duas cirurgias na cabeça para retirar a bactéria e conter a infecção. Nos últimos boletins médicos, foi informado que ela corre o risco de ter paralisia facial como sequela, perdendo boa parte dos movimentos na região afetada. Isso porque os médicos tiveram de remover o tecido infectado, que havia comprometido o nervo facial do lado direito.

Mesmo se tratando de uma situação considerada rara, muitas pessoas manifestaram medo e apreensão nas redes sociais.

Veja como evitar infecções bucais

O canal ou a retirada dos siso são procedimentos odontológicos muito comuns. Em ambas as situações, o risco de infecção existe. A melhor forma de evitar o risco é por meio de medidas preventivas. Geralmente, ao extrair um dente, por exemplo, o cirurgião-dentista prescreve antibióticos para conter essa ameaça.

Vale lembrar que, em casos como o de Renata, o diagnóstico precoce é fundamental. Nesse estágio, a bactéria ainda não teve tempo suficiente para se alastrar e há mais chance de interromper o avanço da infecção. Por isso, a recomendação dos especialistas é a de que as visitas ao dentista sejam periódicas, independente dos sinais ou manifestações clínicas, como as fortes dores que a atriz relatou.

No tratamento preventivo, também feita uma avaliação criteriosa e caso haja alguma alteração significativa nos dentes, o dentista é capaz de identificar e impedir que o quadro tome proporções maiores.

Roer as unhas pode desalinhar os dentes

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Roer as unhas não é um hábito saudável. Utilizadas ao longo do dia para a maioria das atividades cotidianas, as mãos e, consequentemente, as unhas transportam diversos tipos de vírus e bactérias até a boca. Esse contato aumenta a possibilidade de contrair infecções que levam a problemas respiratórios e gastrointestinais, como gripes e diarreias.

Mas o que algumas pessoas não imaginam é que essa prática também prejudica os dentes. Quem rói as unhas pode desalinhar a estrutura dentária mesmo depois de muitos anos usando aparelho ortodôntico. Morder objetos é igualmente nocivo à saúde bucal, podendo, muitas vezes, causar problemas ainda mais graves. Isso se deve à pressão exercida durante o ato, que pode resultar em retração da gengiva, encurtamento da raiz além de desgastes ou fratura dental. Esses danos causam dor e desconforto e exigem atendimento adequado por um profissional.

Além disso, para corrigir os dentes que foram entortados, pode ser necessário um novo tratamento.

O que fazer para deixar de roer as unhas?

Para evitar todos esses transtornos, quem tem o hábito de roer as unhas precisa se esforçar ao máximo para abandonar a prática.

Medidas adotadas para diminuir o estresse e a ansiedade são bastante eficazes, já que fatores psicológicos estão frequentemente associados a esse comportamento. A psicoterapia pode ser indicada em alguns casos.

É importante prestar atenção nos momentos que despertam a necessidade de roer as unhas e criar um novo método de distração como substituição.

Existem alguns produtos desenvolvidos especificamente para ajudar a inibir essa vontade, como esmaltes e até protetores bucais. O ideal para quem já tentou muitas vezes, mas ainda não consegue controlar o impulso, é consultar um especialista.

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